JU FERREIRA

 

Eu sou Ju Ferreira. Sou de Santos, tenho 35 anos, trabalho com tecnologia e educação. Estar aqui hoje é o resultado de todas as minhas experiências na vida, de todo meu aprendizado, e de todo o meu processo de transformação, de busca pela minha essência e do desejo de manifestar o melhor que existe dentro de mim.

INFÂNCIA, PORQUE 8 E NÃO 10?

 

Desde muito cedo minha vida foi permeada pela busca da excelência. Minha mãe é daquelas pessoas que vive com o lema: “Se é pra fazer de qualquer jeito / mal feito, melhor não fazer”. Quando eu era pequena, se chegasse em casa com uma prova com nota 8, a minha mãe não comemorava não…. A primeira coisa que eu ouvia era a pergunta: “Por que 8 e não 10?”. A questão dela não era a perfeição, mas sim buscar fazer o melhor, dar o máximo de si. E a resposta tinha que ser boa, porque se fosse algo do tipo “errei porque não prestei atenção” ou “eu não tinha estudado essa parte da matéria”, aí amigo, a coisa ficava feia pro meu lado…. Ela era brava! Mas essa braveza toda foi muito importante pra mim, porque esse hábito acabou se formando desde a infância e aí durante toda a vida eu tenho essa mania de dar o meu máximo, de sempre ir um pouquinho além… E eu aprendi que quando a gente faz o melhor que a gente pode, a vida geralmente enxerga o nosso esforço e nos recompensa… Às vezes não é assim, é certo que isso não verdade 100% do tempo, mas em geral é, e isso já vale muito a pena!!

 

Outra coisa que eu devo muito à minha véia é a construção da mentalidade certa. Vários psicólogos e cientistas afirmam que as nossas crenças centrais são formadas na infância. As crenças centrais determinam a nossa visão de mundo, como enxergamos a nós mesmos e o que está ao nosso redor. Claro que dá pra mudar isso, mas não é fácil fazer esse processo na idade adulta! São coisas como aquela menina linda que se acha feia ou gorda e não se valoriza, ou aquele cara super inteligente que não consegue emprego de jeito nenhum porque ouviu muitas vezes na infância que ele “não servia pra nada”.

 

Na minha infância não, eu ouvi muitas – muitas! – vezes o quanto eu podia ser a melhor, o quanto eu era inteligente, especial, amada…. Isso faz muita diferença, você acaba tendo uma autoconfiança e uma disposição maior para sair de casa de manhã e buscar o sucesso… Porque você sabe que pode alcança-lo!

 

E mesmo quando você tem um dia difícil, mesmo quando as coisas não dão certo do jeito que você quer, mesmo assim você não se deixa abater porque tem aquela confiança de que se você tentar de novo, se você se esforçar mais, aprender com os erros, você vai chegar lá!

COLHENDO OS FRUTOS – FRANÇA, AULAS E AMIZADES

 

Então com isso eu acabei conseguindo muitas das coisas que eu almejei: eu fiz faculdade de Engenharia na Unicamp – a Universidade Estadual de Campinas, terminei a faculdade na França, trabalhei em empresas multinacionais, ganhei bastante dinheiro, abri minha própria empresa, depois abri uma segunda empresa… E do lado pessoal: construí uma rede de relacionamentos maravilhosa, com pessoas incríveis que preenchem a minha vida com significado e alegria…

Mas não fique achando que foi tudo assim tão fácil! Também teve dor e desamparo, eu errei muito e magoei algumas pessoas que eu amava… Também tomei decisões erradas pessoais e profissionais, algumas que me fizeram perder grandes amigos e outras me fizeram perder muito dinheiro….

 

Mas no fim do dia é importante ser feliz, mesmo com os erros, dores, tristezas…. Aprendi isso muito na época da faculdade…. Que a felicidade depende de você. Que não importa o que aconteça, você ainda pode ser feliz. Como fazer isso? Existem pequenos hábitos e truques que podem aumentar o seu nível de felicidade instantaneamente, como por exemplo se lembrar das coisas maravilhosas que você tem na sua vida, criar o hábito da gratidão (sim, a gratidão é um hábito que pode ser desenvolvido!). Também aprendi o poder dos relacionamentos, e como eles podem ter um impacto incrível na sua felicidade.

 

Sabe aquela velha frase “ninguém chega lá sozinho”?? Ela é muito verdadeira. Ter amigos, pessoas que se importam verdadeiramente com você e que caminham ao seu lado é essencial. Pessoas que perdoem os seus erros e enxuguem as suas lágrimas. E que também sejam pessoas que comemorem com você as suas vitorias, e também que criem com você memórias lindas (aquelas histórias malucas que você vai contar pros seus netos um dia…). Em Campinas, longe da minha família, conhecendo pessoas novas, de todos os cantos do Brasil, e passando pelas primeiras decepções, dores, desafios e fracassos acadêmicos, e também pelas primeiras aventuras, paixões, oportunidades de ganhar dinheiro e se manter…. Teria sido muito difícil se eu não tivesse me deparado com tanta bondade, compaixão, generosidade.

 

Nessa época eu dava aula de idiomas pra ganhar um dinheiro e pagar minhas coisas…. Como eu era feliz!

 

Eu amava ensinar, o meu mundo se iluminava quando eu via alguém aprender alguma coisa, conseguir se superar, falar uma outra língua, passar nas provas de proficiência…

 

Comecei a entender a minha missão, meu lugar no mundo!

 

Quando eu fui pra a França, pra terminar a faculdade lá, eu também tive lições importantes: a primeira é que eu não consigo funcionar no frio!!! Mas também foi imensamente importante ter desenvolvido a minha inteligência emocional e social. Muita gente fala sobre morar fora do Brasil, alguns falam como se fosse um paraíso, sem nenhum problema, mas a verdade é que não é assim…. Estar tão longe de casa, sozinha, num lugar que não fala a sua língua (por mais que você fale outra língua fluentemente, ainda tem momentos que você quer fofocar com uma amiga ou contar uma piada ou fazer uma declaração de amor em português…)… Estar num país distante, com clima, alimentação, moeda, cambio, cultura, hábitos totalmente diferentes dos seus… Não é simples! Então se não fosse essa capacidade de persistir, de lidar com as frustrações e dúvidas, de me auto motivar e de ter empatia frente às outras pessoas e seus modelos mentais, não sei se eu teria ficado tão bem lá.

DE VOLTA À SÃO PAULO

Eu voltei de lá e vim morar em São Paulo, no meio dessa selva de pedra, essa cidade gigante e cheia de contrastes… Eu confesso que não gostava dessa loucura, dessa cidade que muitas vezes é cinza, violenta, cheia de transito e de gente correndo de um lado pra outro, estressada… Mas hoje preciso dizer que amo!! Amo as possibilidades, a diversidade de gente, de lugares, de situações…. Amo também essa correria, esse ritmo de metrópole, mil coisas acontecendo ao mesmo tempo! E São Paulo me recebeu muito bem! Eu ainda morro de saudades do mar, mesmo já fazendo tanto tempo que moro longe da praia, mas me considero em casa aqui… Essa cidade me lembra sempre do poder da ação, do movimento: nada vai acontecer se você não se mexer!! É preciso dar o primeiro passo, e depois mais um.

 

É preciso fazer o que tem que ser feito. E assim eu fiz.

 

Logo que cheguei em São Paulo fui trabalhar em uma multinacional de tecnologia, na área de vendas de soluções de tecnologia da informação, TI, para grandes empresas. Durante vários anos, trabalhei em algumas empresas multinacionais de TI: Atos Origin, EMC (que hoje faz parte da Dell), Oracle… Nessas empresas aprendi as virtudes do planejamento. Com objetivos de venda expressivos, acabou sendo muito importante trabalhar num planejamento, para traçar as pequenas metas que iriam me levar ao topo, e também determinar (e executar!) o próximo passo para que esse objetivo fosse cumprido. Outra coisa vital para ter sucesso nessa área é entender o que o cliente quer e realmente trazer soluções que resolvam os seus problemas. Com esse foco, eu superei todas as metas de vendas nessas empresas, ganhei prêmios, viagens internacionais, dinheiro e reconhecimento!

 

Mas eu ainda não me sentia plena… Eu sentia que faltava alguma coisa… Eu queria construir alguma coisa com a minha identidade… Queria dar oportunidade para pessoas com potencial mostrarem o seu melhor e atingirem resultados fantásticos…. Queria poder ensinar tudo o que eu sabia, queria montar o meu time, queria ver a evolução das pessoas! Esse momento de puro mergulho dentro de mim, de autoconhecimento, foi essencial para a minha trajetória!

 

Então decidi empreender, abri uma empresa de soluções e serviços de tecnologia. Eu me encontrei como empresária.

 

Decididamente tem tudo a ver comigo! Que aventura, que montanha russa que é ter uma empresa aqui no Brasil… São muitas as alegrias (em ver o negócio crescendo, os clientes satisfeitos, os colaboradores e parceiros engajados e motivados a fazer a coisa acontecer), mas também são muitas as decepções e incertezas (questões trabalhistas, tributárias, perdas de receita e de contratos, saídas de funcionários chaves para a operação, dificuldades para contratar, treinar e manter pessoas, demandas complexas de clientes, dificuldades com o fluxo de caixa….). Pode ser avassalador, tanta coisa em tão pouco tempo. Some-se a isso o fato de eu ser sócia do meu marido (quem já trabalhou com alguém tão próximo assim sabe das dificuldades que vem disso!!). Depois de algum tempo, eu estava exausta, frustrada e estressada. Tive que aprender – na marra – a lição de recarregar as minhas baterias, aumentar o meu nível de energia para poder voltar a minha boa forma: na vida profissional e na pessoal!

Mudei minha dieta, passei a me alimentar muito melhor, emagreci dez quilos, passei a cuidar mais da minha saúde física, mental e espiritual…. Isso me deu uma nova vida!

NOVO PROPÓSITO DE VIDA

Por volta dessa época, comecei a pensar mais e mais sobre o meu propósito de vida, a minha missão aqui… Me lembrei daquela época que eu dava aulas de inglês e espanhol, de como o que realmente sempre me deu prazer e realização foi ver o crescimento, o desenvolvimento do outro… Meu espírito de professorinha acordou e não me deu mais trégua!! Era hora de começar outro negócio, dessa vez ligado com a minha paixão na vida: a educação. Esse resgate da minha essência, do meu propósito me deu muita força e me e trouxe um ensinamento crucial! A coragem. Quando eu comecei a trabalhar nessa empresa de educação, várias pessoas que não conheciam a minha história me chamaram de louca, insistiram que eu não tinha nenhuma experiência nessa área, que isso nunca daria certo… Não lembraram (ou não sabiam nem quiseram saber) que eu já tinha experiência de sala de aula (dando aulas de idiomas), de aulas particulares (eu venho ministrando desde o colegial em Santos), de desenvolvimento de equipes e de pessoas dentro de organizações…. E aí eu podia ter recuado, podia ter ficado na minha, ficado na empresa que eu já tinha – a de tecnologia – num mercado em que eu já era reconhecida…. Mas não! Há momentos na vida que é preciso ter coragem. Coragem de ser quem você é.

 

Coragem de ser vulnerável e talvez errar e talvez se decepcionar. Então eu fui em frente e estou aqui.

 

Cheguei aqui, pra encontrar você, com o maior e mais essencial de todos os ensinamentos: o amor. Tudo isso que eu estou fazendo é com amor ativo, com amor próprio (trazendo toda a minha experiência e todo o melhor que existe em mim) e com amor por você; com esperança que o que eu estou trazendo possa de alguma forma ajudar você, possa ser parte do que você precisa para se transformar e para ser tudo aquilo que você quer e pode ser!